Cientistas descobrem técnica para mudar tipos sanguíneos - Aventuras no Conhecimento

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Cientistas descobrem técnica para mudar tipos sanguíneos


Em algum momento de sua vida, você provavelmente já foi convidado a fazer uma doação de sangue. Se o seu sangue é tipo O, você pode ter sido convidado a doar ainda mais, porque o seu tipo de sangue é o mais útil e é menos comum. A diferença entre os tipos de sangue pode parecer pequena, pessoas com tipos sanguíneos A e B têm uma molécula de açúcar extra ligada à superfície de suas células vermelhas do sangue e uma transfusão com um tipo de sangue diferente pode ser fatal. 

Por exemplo, o sistema imunológico de um indivíduo tipo O, caso recebesse doação sanguínea do tipo A ou B, lançaria um ataque maciço de anti-corpos sobre as "células invasoras" (moléculas extras de açúcar). Pessoas com tipo O são doadores universais, porém só podem receber de pessoas com tipo O.



Agora, pesquisadores da Universidade de British Columbia descobriram uma maneira de mudar o tipo de sangue doado por voluntários, usando uma enzima que simplesmente retirar a molécula extra de açúcar, chamada antígeno. O resultado: O sangue é mais parecido com o tipo O, o doador universal.

Esta não é a primeira vez que os investigadores produziram sangue com menos antígenos em laboratório, mas esta tentativa tem trazido resultados melhores do que qualquer outra pesquisa. Os pesquisadores usaram uma técnica chamada de evolução dirigida: eles usaram bactérias para criar a enzima, inserindo mutações específicas em seu DNA para torná-la ainda mais poderosa. Depois de cultivar as bactérias ao longo de cinco gerações, a enzima ficou 170 vezes mais eficaz.

Embora esta enzima funcione muito bem para remover a maioria dos antígenos, ela não é perfeita, pois ainda possui resquícios das moléculas de açúcar dos outros tipos sanguíneos e podendo provocar assim reações imunológicas nos pacientes. 

Os pesquisadores estão trabalhando para tornar a enzima ainda mais eficaz e estão confiantes de que em breve será poderoso o suficiente para ser utilizado pela comunidade médica.

Por Adriano Reis
Biólogo, astrônomo amador e adm. do site