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Duas novas crateras misteriosas intrigam cientistas na Sibéria

Cratera
Um dos novos buracos foi encontrado perto da aldeia de Antipayuta, no distrito de Taz.

Há duas semanas foi descoberto um buraco gigante na Sibéria, na Rússia. Os cientistas ainda nem sabem o que fez a cratera surgir e já apareceram dois novos buracos na região.  
Segundo o jornal The Siberian Times, as crateras recém-descobertas são menores do que o primeiro buraco. No entanto, os três compartilham uma estrutura parecida. Esses fatores deixam os cientistas mais intrigados a descobrir a origem dessas formações.
Um dos novos buracos foi encontrado perto da aldeia de Antipayuta, no distrito de Taz. A cratera tem 15 metros de diâmetro e está localizada a alguma centenas de quilômetros de distância da primeira cratera descoberta, que está na Península de Yamal (também chamada de 'fim do mundo').

Segundo Mikhail Lapsui, deputado do parlamento regional, há terra para fora dessa cratera, assim como no buraco da Península de Yamal. Segundo especialistas, este é um forte indício de que essa terra foi lançada para fora do local após uma explosão subterrânea.
Segundo moradores da região, o buraco foi formado em 27 de setembro de 2013. Alguns dizem que saiu fumaça do local e depois apareceu um flash muito brilhante. Mas há quem diga que um corpo celeste caiu no local.
A outra cratera recém-descoberta foi encontrada perto da aldeia de Nosok, na região de Krasnoyarsk. O buraco tem 4 metros de diâmetro e a profundidade é estimada entre 60 e 100 metros. Segundo moradores do local, o buraco tem a forma de um cone.

Cratera gigante na Sibéria

Expedição - Um grupo de cientistas já está nas redondezas da primeira cratera misteriosa descoberta na Sibéria. A expedição pretende descobrir o que causou o surgimento do buraco gigante.
A cratera está em uma região onde estão grandes campos de extração de gás. O fato de ser uma região importante para a produção de petróleo de gás no país fortalece a teoria de que houve uma explosão no local.
Primeira Cratera

Membros da Academia de Ciências da Rússia trabalham agora na coleta do solo, do ar e amostras de água ao redor do primeiro buraco. A profundidade dessa primeira cratera permanece desconhecida, mas o diâmetro é de cerca de 80 metros.
Anna Kurchatova, do Centro de Investigação Científica do Sub-Ártico, disse ao jornal The Siberian Times que o buraco pode ser resultante do aquecimento global. Segundo a cientista, o solo congelado acumulou ao longo dos séculos bolsas de uma mistura de gás, água e sal. Com o calor, o local acumulou uma pressão suficiente para provocar uma explosão semelhante à da rolha de uma garrafa de champanhe.

Fonte: INFO