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quarta-feira, 25 de junho de 2014

A psicologia por trás da habilidade de craques do futebol

Entenda o talento de Lionel Messi e outros craques (Foto: Getty Images)

Durante a Copa do Mundo, é difícil não se impressionar com o que os jogadores fazem em campo. Muitas vezes, até parece que os atletas têm acesso a talentos que vão além da própria consciência deles. Mas acredite: momentos mágicos como os dois gols do Messi nesta quarta-feira, 25, têm muito a ver com inteligência.
Quando dizemos que, nos gramados, jogadores agem somente por instinto, força do hábito ou devido a seu treinamento, esquecemos que esse tipo de "memória muscular" também é armazenada no cérebro. Segundo o psicólogo Tom Stafford, em um artigo para a BBC, isso iguala as habilidades esportivas a qualquer outro tipo de memória.

Estudos sobre a forma como o cérebro incorpora novas habilidades podem ajudar a compreender o cenário. Sabemos que atletas praticam durante anos até participarem de um evento como o Mundial. Depois de um tempo, os movimentos são adsorvidos com menos esforço e os atletas têm mais controle sobre o que fazem.
"Isso não significa que nós pensamos menos quando estamos altamente qualificados", diz Stafford. "Pelo contrário, esse processo chamado de ‘automatização’ significa que pensamos de forma diferente." Ou seja, o jogador pode não precisar calcular os movimentos de seus pés, mas direciona a atenção para outros fatores: o vento, a aproximação dos adversários, a localização de seus colegas de time.

"Os feitos que vemos na Copa têm uma imensa quantidade de pensamento por trás deles"
Tom Stafford, psicólogo

"Talvez gostamos de pensar que jogadores de futebol não pensam porque queremos nos sentir bem em relação a nós mesmos, e muitos jogadores de futebol talvez não sejam tão articulados como alguns dos intelectuais que tradicionalmente são associamos à inteligência. Mas todas as evidências sugerem que os feitos que vemos na Copa do Mundo têm uma imensa quantidade de pensamento por trás deles", afirma Stafford.

O psicólogo compara a atividade com dirigir um carro. Não é só porque a condução depende de habilidades automáticas que você não esteja pensando. "Os melhores condutores, assim como os melhores jogadores de futebol, estão fazendo mais escolhas cada vez que mostram seus talentos, não menos."

Fonte: GALILEU
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