sábado, 30 de janeiro de 2016

Que espécie herda a Terra se os humanos desaparecerem?


Olhando para o futuro, para daqui a 50 milhões de anos, Luc Bussiere, da Universidade de Sterling, explica quais são os cenários pós-apocalípticos, no caso de os humanos desaparecerem da face do planeta. 

O especialista lançou a discussão no MailOnline sobre a hipótese de outras espécies um dia governarem a Terra. 
Já agora, o especialista não acredita que os nossos sucessores sejam os primatas, como se especulava na saga de ficção científica Planeta dos Macacos (na foto).

Espécies dominantes

Por alguns critérios, o mundo é, e sempre foi, dominado por bactérias, embora a "era dos micróbios" tenha terminado há 1,2 mil milhões de anos. É que, embora temos tendência para dar mais importância aos grandes organismos multicelulares, quatro em cada cinco animais terrestres são nematodes, ou seja, parasitas semelhantes a minhocas.


E se os nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial?

Na série da Amazon, avanço atômico nazista foi mais rápido que o americano

E se?
Talvez a mais curtas das perguntas, mas nem de longe a mais simples. E que inspirou um grande número de escritores a imaginar cenários em que o mundo que conhecemos muda radicalmente.
Essa especulação voltou com força total recentemente graças ao lançamento da série americana The Man in he High Castle, em que os Estados Unidos e os aliados perdem a Segunda Guerra Mundial para Alemanha e Japão.

Mas a prática de imaginar cenários é milenar: ainda no Império Romano, o historiador Tito Lívio fez, em sua coleção de livros sobre a fundação da cidade, conjecturas sobre o que teria acontecido se as conquistas de Alexandre, o Grande, tivessem expandido seu império para o oeste em vez do leste.

Milenar

No século 19, o escritor Nathaniel Hawthorne escreveu o conto P’s Correspondence, em que reimagina o ano de 1845 sem a morte de uma série de políticos e outras personalidades.
Este é também o mote para A Felicidade Não Se Compra, um dos filmes de Natal mais famosos da cultura anglófona, em que o personagem George Bailey vê um mundo alternativo em que ele jamais nasceu.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Astrônomos babilônios utilizavam a geometria para rastrear Jupiter

Este objeto Babilônico, com escrita cuneiforme, contém cálculos geométricos usados para rastrear os movimentos de Júpiter

Um novo estudo de tábuas babilônicas revelaram que antigos astrônomos entre os séculos 4º e 1º a.C. usavam a geometria para calcular os movimentos de Júpiter - um fato que os historiadores pensavam não havia ocorrido até o século XIV na Europa.

A descoberta foi feita pelo historiador Mathieu Ossendrijver da Universidade Humboldt, em Berlim, que traduziu e interpretou cinco tábuas de argila, encontradas no final do século XIX e mantidas no Museu Britânico, em Londres.

Até o século VII a.C., os astrônomos na Babilônia - um estado na Mesopotâmia, atual Iraque - realizavam observações detalhadas, em grande parte para a previsão astrológica. Registros cuneiformes anteriores sugeriram que os astrônomos previram onde os planetas estariam usando métodos aritméticos.

Como foi formado o solo, essa impressionante fonte da vida

Fotografia de microscópio do solo

Nós quase nunca pensamos nisso, mas sem o solo provavelmente estaríamos todos mortos.

A terra é crucial em quase todos os aspectos da vida humana, para armazenar e filtrar água, regular o clima, prevenir enchentes, reciclar nutrientes e decompor matéria orgânica.
A terra sob nosso pés também é uma grande fonte de biodiversidade: algumas estimativas indicam que pelo menos uma quarto de todas as espécies vive dentro ou sobre o solo.

E ainda estamos descobrindo seus tesouros: em janeiro de 2015, cientistas anunciaram a descoberta do primeiro antibiótico em 30 anos em bactérias do solo.
"A biodiversidade do solo fica escondida, mas ela é crucial para ecossistemas saudáveis, e basicamente por humanos saudáveis", dizem Tandra Fraser and Diana Wall, da Global Soil Biodiversity Initiative.

Mas da onde veio o solo, e por que ele é tão fundamental para a vida na Terra?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Pesquisa descobre que os lagartos teiús têm sangue quente

No período do acasalamento, a temperatura do corpo dos animais permanece elevada, vários graus acima da temperatura da toca 

O teiú é um dos maiores lagartos das Américas. Pode atingir até 2 metros. É também, a partir de agora, o único lagarto de sangue quente conhecido pela ciência. A descoberta da capacidade de regulação térmica nos teiús fornece uma pista importante para o entendimento de como pode ter evoluído a endotermia nos ancestrais dos mamíferos e das aves (e dinossauros).

Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido por biólogos brasileiros e canadenses no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, com apoio da FAPESP, publicado no Science Advances

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem o maior sistema solar conhecido do universo

Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo já conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela, separados por 1 trilhão de quilômetros de distância.

"Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa (o planeta) tão longe da sua estrela mãe", comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da Universidade Nacional Australiana.
Este centro acadêmico conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam um planeta conhecido como 2MASS J2126-8140.


Nos seus trabalhos, a equipe descobriu que este planeta, que tem uma massa superior 12 vezes à de Júpiter, orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.
Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6.900 unidades astronômicas, ou seja, 0,1 anos de luz ou 1.000.000.000.000 quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.

Esta distância é "cerca de três vezes maior" daquele que, até agora, era considerado o maior sistema solar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bananas correm risco de extinção

Lavoura devastada por tufão, fenômeno que ajudaria a disseminar a Doença do Panamá, que ameaça espécie mais popular da banana

A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais - as Repúblicas das Bananas - quanto para sinalizar algum comportamento estranho - no inglês "going bananas". Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não se lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?

Atualmente, mais de 100 bilhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.
Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d'água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.

Tal possibilidade tem a ver com uma propriedade rural no condado de Derbyshire, Inglaterra. Ali, há 180 anos, foi desenvolvida a variação da fruta que se tornaria a mais consumida no mundo.

sábado, 23 de janeiro de 2016

"Vulcão" de 65 mil km pode ajudar a entender como a Terra funciona

Parte da estrutura vulcânica no fundo do oceano conhecida como "dorsal oceânica"

Imagine um vulcão. Agora imagine que sua principal cratera seja uma linha longa sobre a terra. Agora, imagine que essa linha é tão longa que ela se estende por mais de 65 mil quilômetros nos recônditos obscuros de todos os oceanos do planeta, como as costuras de uma bola de futebol.

Seja bem-vindo a uma das características mais obscuras e importantes da Terra, conhecida pelo nome prosaico de "dorsal oceânica". Ainda que seja longa o bastante para dar seis voltas em torno da Lua, a dorsal recebe pouca atenção, já que fica escondida nas profundezas escuras da Terra. Os oceanógrafos perceberam sua natureza vulcânica em 1973. Desde então, expedições caríssimas começaram lentamente a explorar esse mundo subaquático, que geralmente fica a mais de 1,5 quilômetro abaixo da superfície do mar.

Os resultados podem fazer as visões de Júlio Verne parecerem comedidas.

A dorsal conta com longas fossas tectônicas e, bem no centro delas, campos gigantes com fontes de água quente que lançam milhões de toneladas de minerais na água fria do oceano, construindo lentamente morros e torres estranhas que podem ser ricas em metais como ouro e prata. Uma torre no Oceano Pacífico, apelidada de Godzilla, chegou a mais de 15 andares de altura. Uma infinidade de vermes marinhos e outras criaturas bizarras cobrem de vida as fontes vulcânicas, dividindo o espaço com predadores famintos como os caranguejos-aranha.

Quem é melhor no xadrez: o homem ou o computador? Ou ambos?

Durante anos, computadores simplesmente não conseguiam lidar com a imprevisibilidade humana

Tudo começou em 1968, com uma simples aposta. Um campeão escocês de xadrez de 23 anos, David Levy, estava em uma festa que tinha como anfitrião Donald Michie, fundador do Departamento de Inteligência Artificial da Universidade de Edimburgo. Levy estava justamente conversando com o inventor do termo “inteligência artificial”, o acadêmico americano John McCarthy.

Em meio a drinques e papo, McCarthy desafiou o escocês para se sentar ao tabuleiro. Levy derrotou o americano sem muitos problemas. McCarthy, porém, foi embora deixando uma “ameaça”: em 10 anos, computadores teriam sucesso onde ele falhara. Levy deu gargalhadas, mas o americano manteve seu argumento. O escocês, então, decidiu propor uma aposta: disse que pagaria US$ 500 caso perdesse para um computador antes de 1979.

“Eu ganhava menos de mil dólares por ano, mas estava muito confiante”, lembra Levy.
A partir daí, a batalha entre homem e máquina em um dos jogos mais antigos do mundo ficaria ainda mais marcada pelo espírito competitivo e as surpresas tecnológicas. Mas quem ganharia a aposta? Como os computadores mudaram o xadrez? E será que o jogador do futuro não seria uma combinação entre as qualidades humanas e robóticas?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Galáxia ‘mais brilhante’ do Universo está se dilacerando

Galáxia fica a 12,5 bilhões de anos-luz da Terra e brilha mais do que 300 trilhões de sóis

Uma das galáxias mais resplandecentes do Universo, conhecida como W2246-0526, está sendo dilacerada por um potente buraco negro.

A força é tão grande que a energia gerada no processo movimenta gás através de toda a galáxia, localizada a 12,5 bilhões de anos luz da Terra.
O brilho radiante da W2246-0526 foi descoberto em 2015 através de dados coletados pelo telescópio espacial receptor de infravermelho WISE, da Nasa.

Agora, um novo estudo, conduzido no Chile e publicado na revista científica Astrophysical Journal Letters, aponta que a galáxia está se dilacerando.
“O momento e a energia das partículas de luz depositadas no gás são tão intensos que estão empurrando o gás para fora, em todas as direções”, afirma Roberto Assef, da Universidade Diego Portales, em Santiago.

Aprender uma segunda língua é difícil? Pode ser culpa da anatomia do seu cérebro


Cada partezinha do cérebro o faz desempenhar habilidades específicas; e essas habilidades mudam de pessoa para pessoa. Uma condição anatômica, que pode influenciar até na hora de aprender um novo idioma.
Segundo pesquisadores da Universidade de McGill, no Canadá, a anatomia cerebral pode definir se você terá mais facilidade ao falar, ou mais tranquilidade ao ler e entender um idioma diferente.

Durante três meses, 15 adultos falantes de inglês foram submetidos a um curso intensivo para aprender francês. Antes e depois das aulas, os avaliados tiveram os cérebros mapeados por meio de ressonância magnética, assim como demonstraram o quão fluente estavam no novo idioma, também antes e após o curso.
Com o escaneamento, os cientistas analisaram duas regiões do cérebro. Primeiro, a parte responsável pela fluência ao falar. Depois, a área cerebral que utilizamos na hora de falar e pronunciar palavras. Cada uma dessas partes foi estudada para saber o quanto elas interagiam fisicamente com outros cantos do cérebro humano.

Voilà! Ao fim do curso, aqueles que possuíam interação física mais intensa da região responsável pela fala, conseguiram pronunciar palavras em francês sem errar. Já quem possuía a área cerebral mais ativa para a leitura foi capaz de ler o novo idioma com mais agilidade.
Segundo os professores Xiaoqian Chai e Denise Klein, que encabeçaram o estudo, esses fatores explicam a facilidade (ou dificuldade) que estudantes costumam ter na hora de dominar um novo idioma. Mas, embora anatomia seja uma justificativa boa, eles também alertam que o "cérebro aprende com a experiência", portanto o jeito é não deixar de estudar.

Arqueólogos encontram indícios de primeira guerra da humanidade

Crânio esmagado é uma das evidências de mortes violentas no grupo

Um time de pesquisadores da Universidade de Cambridge acaba de divulgar um estudo sobre fósseis que encontraram em Nataruk, no Quênia. A busca levou os arqueólogos a encontrarem ossadas de homens, mulheres e crianças com sinais claros de violência física, sugerindo que a humanidade está em guerra há pelo menos dez mil anos. Até agora, este é o conflito humano mais antigo de que se tem notícia.

Apesar de triste, é uma descoberta importante, uma vez que cientistas ainda não têm certeza de quando as guerras começaram a surgir em nossa espécie. Teriam sido causadas por conta de algo profundo em nossa história evolutiva, ou um sintoma do senso de posse que surgiu com a evolução da agricultura? Ainda é um mistério. Nessa nova pesquisa, foram encontrados vinte e sete esqueletos parciais, vindos de uma tribo de caçadores que aparentemente foi brutalmente assassinada. Os corpos não foram enterrados. 

Entre as lesões encontradas nos esqueletos, estão ossos quebrados, ferimentos causados por flechas na região do pescoço e outros traumas causados por uso da força . Também foram encontrados projéteis feitos de pedra na região do tórax e do crânio de dois homens, enquanto quatro esqueletos foram achados em posições que sugerem que suas mãos estiveram amarradas – incluindo uma mulher em estágio avançado de gravidez. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como sabemos que tudo no mundo é mesmo feito de átomos?

A ciência conseguiu provar a existência dos átomos mesmo antes de observá-los fisicamente

Você provavelmente já ouviu dizer que toda matéria é feita de conjuntos de átomos. Você também provavelmente já sabe que é impossível vê-los a olho nu. Somos ensinados a acreditar na ideia de que os átomos estão ali, interagindo entre si e formandos os blocos que constroem nosso mundo.

Para muita gente, porém, isso não é suficiente. A ciência se orgulha da maneira como usa observações reais para desvendar os mistérios do universo. Então, como chegamos à conclusão de que os átomos existem e aprendemos os segredos de suas estruturas?

Não adianta tentar o microscópio: o que torna um objeto visível é a maneira como reflete as ondas de luz, mas os átomos são tão menores do que o comprimento de onda de luz visível que os dois não interagem. Ou seja, os átomos são invisíveis até para a luz.

Mas os átomos têm efeitos observáveis em algumas das coisas que podemos ver.

Paleontólogos descobrem um dos maiores dinossauros do mundo na Argentina


Paleontólogos anunciaram o descobrimento na Argentina do fóssil do dinossauro "Notocolossus", um dos maiores animais terrestres conhecidos, informaram nesta quinta-feira à Agência Efe fontes ligadas à pesquisa.

Um grupo de pesquisadores liderado pelo paleontólogo argentino Bernardo González Riga descobriu uma "nova espécie que se encontra entre os maiores dinossauros conhecidos pela ciência".
Os fósseis, que foram localizados na província de Mendoza, no oeste da Argentina, são de 86 milhões de anos atrás. A nova espécie descoberta proporciona os cientistas informações essenciais sobre a extremidade traseira dos titanossauros, considerados com os maiores animais terrestres que já existiram.

O artigo que revela o descobrimento foi divulgado pela revista "Scientific Reports". Em comunicado, González Riga afirma que as evidências sobre o "Notocolossus" sugerem que ele deve ser um dos animais mais pesados já descobertos na Terra.
"Embora o caráter incompleto de seu esqueleto impeça a realização de estimativas precisas sobre seu tamanho, seu úmero (osso do braço) tem 1,76 metro de comprimento, sendo mais longo do que o de qualquer outro titanossauro conhecido", afirmou na nota.


"Se, como é provável, as proporções corporais do Notocolossus forem compatíveis a dos titanossauros melhor preservados, ele tinha entre 25 e 28 metros de comprimento e pesava entre 40 e 60 toneladas, ou seja, 9 a 13 elefantes juntos", concluiu.

Fonte: Terra

Roedores consolam familiares e amigos perturbados, mostra estudo

Arganaz-das-pradarias, mamífero monógamo, revelou empatia em teste. Hábito similar a humano só havia sido visto em animais mais inteligentes. 

Arganaz-das-pradarias (Microtus ochrogaster) consola companheiro perturbado

Uma pequena espécie de roedor da América do Norte, o arganaz-das-pradarias (Microtus ochrogaster) tem o costume de consolar familiares e companheiros submetidos a estresse.
A descoberta, feita a partir de um experimento da Universidade Emory, de Atlanta (EUA) mostrou pela primeira vez esse tipo de comportamento de empatia em mamíferos mais distantes da espécie humana.

O hábito de consolar por meio de contato físico só havia sido demonstrado antes em animais de inteligência mais sofisticada, como macacos, elefantes, golfinhos e cães.
Cientistas acreditam que o arganaz-das-pradarias tenha desenvolvido essa capacidade por ser um animal monogâmico, que mantém interações sociais mais complexas do que outras espécies próximas.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cientistas dizem ter evidências de novo planeta gigante no Sistema Solar

Simulação de computador indica como seria o novo planeta, que teria dez vezes a massa da Terra

Desde o rebaixamento de Plutão, o Sistema Solar passara a ter não mais nove, mas oito planetas. No entanto, a suposta existência de um novo planeta gigante pode fazer com que o número de planetas volte a ser o que se pensava.

Em um estudo publicado no periódico Astronomical Journal, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) dizem terem encontrado "evidências sólidas" de um nono planeta, com órbita estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste, na periferia do Sistema Solar.
Apelidado de "Planeta Nove", ele ainda não foi visto, ou seja, então não é possível ter certeza de sua existência.

Mas as pesquisas indicam que tem uma massa dez vezes superior à da Terra e orbita o Sol a uma distância média 20 vezes superior à de Netuno, que fica localizado, em média, a 4,48 bilhões de quilômetros do Sol e é considerado atualmente o mais longínquo do Sistema Solar.
Quanto à distância média da Terra em relação ao Sol, a distância do novo planeta seria 597 vezes superior. Por isso, esse aparente novo planeta levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para realizar uma única órbita completa em torno do Sol.

Cinco planetas se alinham no céu por um mês; saiba como ver raro fenômeno

Para ver o fenômeno raro, é preciso buscar um lugar onde o céu esteja bem escuro

Fanáticos por astronomia terão, a partir desta semana, uma oportunidade rara de acompanhar o alinhamento de cinco planetas.

É um evento bastante incomum, que começará nesta quarta-feira (20 de janeiro) e vai durar exatamente um mês, até 20 de fevereiro.
Pela primeira vez em 10 anos, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno poderão ser apreciados a olho nu, alinhados simultaneamente, entre o horizonte e a lua.
Considerando que a rotação em torno do Sol de cada planeta é diferente, esse é um fenômeno que pode ser considerado imperdível.

De acordo com o especialista Alan Duffy, da Universidade Swinburne, de Melbourne (Austrália), os planetas mais fáceis de serem vistos são Vênus e Júpiter.
"O grande desafio será Mercúrio", diz Duffy à publicação Australian Geographic.
Isso ocorre porque o planeta estará muito próximo ao horizonte, assim ele fica facilmente "escondido". Além disso, ele só aparece durante a madrugada.
As horas e os dias em que cada planeta podem ser vistos no céu variam conforme a localização na Terra.

A ordem da fila

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Cientistas explicam por que Homem-Aranha não pode existir


Investigadores determinaram por que os gecos, uma espécie de pequenos lagartos, são os animais mais pesados com a capacidade de caminhar na posição vertical ou no teto: além deste peso, seria necessário superfícies adesivas muito grandes.

Os cientistas estimaram que um humano precisaria de "fixações" adesivas recobrindo 40% do corpo para caminhar na vertical, como faz o Homem-Aranha.

"Se um homem quisesse por exemplo se deslocar sobre uma parede como as lagartixas fazem, ele precisaria de calçados adesivos de tamanho 45", o que é impraticável, explica Walter Federle, do departamento de zoologia de Cambridge, no Reino Unido, um dos coautores dos trabalhos publicados nesta segunda-feira nos anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Estes investigadores determinaram que um animal maior do que o geco precisaria, para caminhar em superfícies verticais, que uma parte significativamente maior da área do corpo fosse formada de materiais adesivos. Mas isso exigiria alterações morfológicas resultantes de modificações que são impossíveis.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

5 reflexões de cientistas sobre ateísmo e agnosticismo


A discussão entre ciência e religião é umas das mais antigas da humanidade. A verdade é que cada cientista tem uma visão diferente sobre as religiões e a possibilidade da existência de um deus.

A seguir, reflexões de alguns de cientistas queridos e renomados sobre ateísmo e agnosticismo:

Albert Einstein

O pai da Teoria da Relatividade afirmou em múltiplas ocasiões acreditar na visão de Deus de acordo do o panteísmo. Trata-se de uma vertente definida pelo filósofo holandês Baruch Spinoza, na qual tudo e todos fazem parte da composição de Deus, refutando a possibilidade de um Deus individual ou antropomórfico.

Einstein também se definiu como agnóstico, ou seja, ele reconhecia a possibilidade da existência de um deus – por mais difícil que fosse descobrir se isso é verdade ou não. O cientista escolheu esse caminho em vez do ateísmo porque acreditava ser um ato de humildade. "Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não concordo com o espírito do ateu profissional cujo fervor é um ato de dolorosa restrição da doutrinação religiosa da juventude. Eu prefiro ter uma atitude de humildade em relação ao quão pouco entendemos sobre a natureza e nossos próprios seres", escreveu à Guy H. Raner Jr. em setembro de 1949.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Astrônomos capturam explosão estelar mais brilhante já registrada

Ilustração mostra como seria explosão ASASSN-15lh vista de planeta a 10 mil anos luz de distância

Um grupo de astrônomos relatou hoje ter conseguido registrar a mais brilhante supernova -- explosão estelar -- conhecida até hoje. O evento foi detectado em junho do ano passado, mas cientistas demoraram a confirmá-lo porque não sabiam ainda a que distância estava o fenômeno.

Tendo ocorrido a 3,8 bilhões de anos luz de distância, a supernova foi registrada pelos telescópios gêmeos do projeto ASAS-SN (All Sky Automated Survey for SuperNovae), em Cerro Tololo, no Chile.
Após telescópios no resto do mundo observarem os estágios seguintes da explosão, conseguiram determinar a distância com precisão e concluíram que, a partir do brilho relativo, era possível dizer que estavam olhando para a mais violenta supernova já vista.

O brilho do evento foi equivalente à luminosidade de 570 bilhões de sóis, afirma um estudo publicado pelos astrônomos nesta quinta-feira na revista "Science". O número também é equivalente ao brilho de 20 galáxias equivalentes à Via Láctea.
A supernova foi registrada pelos astrônomos com a sigla ASASSN-15lh e continua sendo estudada pelos cientistas. Pertencente a uma classe de explosões batizadas como "supernovas superluminosas", a natureza de sua energia ainda é um mistério.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Terra entrou em uma nova era geológica


As provas de que a Terra entrou em uma nova era geológica devido ao impacto da atividade humana já são "arrasadoras", segundo um novo estudo elaborado por uma equipe internacional de cientistas liderada pela Universidade de Leicester (Inglaterra).

A entrada nesta nova era geológica, batizada de Antropoceno, pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista "Science".
A isso é preciso somar o aumento das emissões de gases que provocaram o efeito estufa, assim como uma invasão sem precedentes de espécies em ecossistemas diferentes do seu.

Os cientistas levantam em seu estudo até que ponto as ações humanas registradas são mensuráveis nas camadas geológicas e até que ponto esta nova era geológica se diferencia da anterior, o Holoceno, que começou há 11.700 anos, quando aconteceu o retrocesso das geleiras após a última glaciação.
No Holoceno as sociedades humanas aumentaram a produção de alimentos com o desenvolvimento da agricultura, construíram assentamentos urbanos e aproveitaram os recursos hídricos, minerais e energéticos do planeta.

A família de Eta Carina


Eta Carina é o sistema estelar mais massivo da nossa galáxia, pelo menos dentro de um raio de 10 mil anos luz. O sistema se constitui de duas estrelas massivas, uma com 90 vezes a massa do Sol e outra com pelo menos 30 massas solares. As duas estrelas estão nas fases finais de suas vidas e seu comportamento mostra que falta pouco para que elas explodam em um evento muito mais intenso do que uma supernova, ou duas no caso.

O sistema de Eta Carina pode ser visto na constelação da Carina, no hemisfério sul. Ela foi classificada como a sétima estrela mais brilhante da constelação, mas entre 1833 e 1845, Eta Carina passou por uma erupção que a tornou a estrela mais brilhante de sua constelação, passando Canopus. Nessa erupção, algo como 30-40 massas solares de gás foram lançados ao espaço e hoje formam uma nebulosa que cerca o sistema e impede que vejamos os detalhes das duas estrelas. Por mais duas vezes Eta Carina sofreu outras erupções, que lançaram mais material ainda. Esse comportamento eruptivo, com essas golfadas de matéria ao espaço parece ser típico das fases finais de vida das estrelas massivas. Pode até ser que uma, ou as duas estrelas do sistema já tenham explodido, mas por causa da distância, apenas daqui a alguns milhares de anos saibamos disso.

Hoje não teremos Lua no céu. Saiba o motivo


De repente, durante a noite, você olha para o céu e não encontra sequer um traço da Lua. Essa noite sem Lua pode até servir como elemento poético em diferentes músicas, mas o fenômeno é real e seu ápice ocorrerá nesse mês, na noite do dia 9 de janeiro.

Calma, a Lua não vai sumir de verdade. Por volta das 23h30 (horário de Brasília), a Lua estará entre o Sol e a Terra, fazendo com que a parte da Lua iluminada pelo Sol não seja visível do nosso planeta.
O “sumiço” da Lua não inspira somente cantores sertanejos. Para astrônomos e cientistas, é um momento excelente para pesquisar o universo porque o brilho da Lua não ofusca a luminosidade de objetos menos brilhantes no céu.

De acordo com o presidente da Associação Riograndense de Astronomia (Anra),  professor Antônio Araújo Sobrinho, é claro que a Lua não some. O “desaparecimento” da Lua é algo comum durante a fase da Lua Nova. Nesse período, explica o cientista, é que devemos mirar os telescópios para o céu com o intuito de observar melhor outros corpos celestes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Por que a Nasa quer levar batatas para Marte

Para pesquisadores, batatas poderiam alimentar uma futura colônia humana em Marte

Pouco sabemos sobre os detalhes da viagem que, em algum momento do futuro, levará o primeiro explorador humano a Marte.

Porém, é bem possível que a batata peruana figure na dieta desse astronauta pioneiro.
A Nasa (agência especial americana), em conjunto com o Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol), com sede no Peru, está fazendo experimentos para descobrir como se desenvolveriam os tubérculos peruanos em solo marciano.

Para isso, deram início a um cultivo experimental de batata em condições que simulam as do planeta vermelho.
Segundo as instituições, na Terra há poucos lugares para o teste melhores que o deserto de Pampas de la Joya, no Peru, na fronteira com o Chile.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Já decorou os quatro novos elementos da tabela periódica?

Novos elementos foram criados pelo homem e são altamente radioativos

Livros de química em todo o mundo ficaram desatualizados depois que a União Internacional de Química Pura e Aplicada confirmou, nesta semana, a descoberta de quatro novos elementos.

Trata-se dos elementos 113, 115, 117 e 118, identificados nas últimas décadas por cientistas russos, japoneses e americanos e que completam a sétima fila da tabela periódica.
Eles ainda não têm um nome oficial. Por enquanto, são conhecidos como unúntrio (Uut, ou elemento 113), unumpêntio (Uup, ou elemento 115), ununséptio (Uus, ou elemento 117) e ununóctio (Uuo, ou elemento 118).

Os pesquisadores que descobriram esses elementos sintéticos devem batizá-los nos próximos meses com um nome mitológico, de um mineral, um lugar ou país, uma propriedade ou inclusive de um cientista.
Em 2009, por exemplo, o elemento químico 112 foi batizado como Copernício, em homenagem ao astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), e com o símbolo Cn.

Os quatro novos elementos não são encontrados na natureza. Eles foram criados pelo homem. São altamente radioativos e só se mantêm estáveis por alguns segundos ou até mesmo por um mero milissegundo.

Essa característica dificulta seu estudo e, por isso, ainda não se sabe como podem ser usados na prática.