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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cientistas criam registro histórico de temperaturas dos últimos 2 milhões de anos

O mapa feito pela Nasa mostra onde a Terra esquentou mais (em vermelho) entre os anos 1951 e 2009

Uma pesquisa publicada na revista Nature apresentou os registros da temperatura global correspondente aos últimos 2 milhões de anos e vem provocando debates sobre como o clima da Terra irá mudar no futuro.

Os dados se baseiam no estudo de dezenas de sedimentos do oceano, bem como os modelos climáticos, para fornecer estimativas de temperaturas médias superficiais globais. O maior registro de temperatura disponível até hoje correspondia aos últimos 22.000 anos.


Carolyn Snyder, responsável por este estudo, acumulou milhares de reconstituições de temperatura dos últimos dois milhões de anos em intervalos de mil anos com base em 59 registros de sedimentos do oceano. 

Com estes dados foi possível observar que as temperaturas do planeta foram decaindo até aproximadamente 12 milhões de anos atrás. A partir desse momento, essa tendência de esfriamento se deteve. 
Isso ajudaria a entender o que aconteceu nesse período conhecido como a transição do Pleistoceno Médio, quando, sem uma mudança na órbita terrestre que explique isso, o planeta passou de períodos glaciais de uns 41.000 anos a outros de 100.000. 

Embora a maior parte das hipóteses que tentam explicar essa mudança sugira que ocorreu como fruto de um período de esfriamento no longo prazo, possivelmente favorecido por uma queda na concentração de dióxido de carbono na atmosfera, os dados de Snyder indicam que essa pode não ser a única causa.

A pesquisadora avalia que a reconstituição climática dos dois últimos milhões de anos combinada com os registros de concentração de CO2 na atmosfera sugere que as temperaturas médias da superfície terrestre poderiam elevar-se entre 3 e 7 graus no próximo milênio, mesmo se os níveis de dióxido de carbono parassem de subir.
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