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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cientistas siberianos apresentam nova teoria da evolução

água, ciência
A água define o programa da evolução global sobre a Terra, consideram os cientistas siberianos. 

Os especialistas do Instituto Politécnico de Tomsk reuniram dados sobre a interação da água com os minerais de montanha e as alterações nas suas propriedades geoquímicas ao longo de milhões de anos. Eles chegaram à conclusão que essas alterações podem ter criado condições favoráveis ao aparecimento da vida no nosso planeta.
Há muitas hipóteses acerca do aparecimento da vida na Terra. Existe a opinião que os primeiros organismos terão surgido no oceano devido a colisões casuais de moléculas que se terão transformado em aminoácidos. Outra versão diz que a vida terá surgido nos gêiseres. A terceira é a teoria da panspermia, ou seja, da migração de seres vivos a partir do espaço através de asteroides e de cometas. A versão completamente exótica da “panspermia dirigida” diz que os seres vivos foram transportados até nós em aparelhos não-tripulados por civilizações muito avançadas.

Os geólogos de Tomsk estão convencidos que a chave para desvendar o aparecimento da vida deve ser procurada exclusivamente nos processos de interação da água com minerais duros. A conclusão se baseia em análises dos dados obtidos pelas expedições. Os cientistas recolhiam amostras e mediam os parâmetros da água em diversas regiões – lá, onde se pode observar os diferentes estágios da sua evolução. No âmbito desse projeto as investigações foram realizadas na China, no Cazaquistão, no Vietnã e, claro, na Rússia, explicou à Voz da Rússia o diretor científico do Instituto Politécnico de Tomsk, Stepan Shvartsev:

“Nós pensamos que a evolução teve início na matéria não viva, no sistema “água-minerais”, e estudamos os mecanismos que explicam como isso acontece em detalhe. Eles se repetiram mais tarde nos sistemas biológicos, mas já com a matéria orgânica. O mecanismo é muito simples, tal como tudo o que é genial. A água não pode atingir um estado de equilíbrio com os minerais que formaram a Terra. Eles são os basaltos que compõem todos os planetas do Sistema Solar. A água não pode atingir o estado de equilíbrio com esses minerais – ela os dissolve. Essa é uma propriedade inerente à água. Nem terremotos, nem explosões nucleares, nada pode parar esse processo de diluição. Nesse processo se formam novas ligações secundárias que antes não existiam na Terra”.

Segundo o cientista, isso pode ser explicado com o exemplo do funcionamento do nosso organismo. Nós comemos, obtendo certas substâncias, mas depois o organismo as processa, ocorre a síntese de substâncias completamente diferentes. Da mesma forma funciona a água no processo de evolução. Na sua essência, a vida é a forma de existência de sistemas hídricos complexos. Os processos geoquímicos, que acontecem na interação entre a água e o mineral, têm por base o mecanismo da formação de ligações mais complexas. Os geólogos siberianos são da opinião que é precisamente a água que forma o mundo que a rodeia.

Os cientistas do Instituto Politécnico de Tomsk já estudam há 30 anos os processos de “comunicação” da água com os minerais. Durante esse período ficou provado que esses processos são completamente independentes dos fatores externos. A água define as condições de formação das novas ligações minerais e orgânicas que antes não existiam na Terra, ou seja, define o programa da evolução global. O trabalho dos cientistas siberianos tem não apenas um vetor histórico, ele aponta para o futuro – permite prever as alterações na composição da água e mesmo descobrir novas jazidas de matérias-primas. O modelo hidrogeológico dos especialistas de Tomsk é usado, nomeadamente, na avaliação das reservas de petróleo da Plataforma Siberiana.

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