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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fóssil de 48 milhões de anos mostra cobra que comeu iguana que comeu inseto

Um fóssil de 48 milhões de anos "flagrou" um inseto na barriga de um lagarto que está na barriga de uma cobra

Incrível!

Paleontólogos descobriram um fóssil que pode ilustrar a cadeia alimentar daquele período.

Na barriga de uma cobra foi encontrada a ossada de um lagarto, que por sua vez tem um inseto dentro. Ou seja, há cerca de 48 milhões de anos o lagarto comeu um inseto, a cobra comeu o lagarto e todos foram fossilizados em um lago vulcânico.


O conjunto de fósseis estava em uma pedreira abandonada chamada Messel Pit, no sudoeste da Alemanha. Após analisar o material, os pesquisadores afirmaram que a iguana comeu um inseto brilhante e dois dias depois foi devorada pela cobra.

Não está claro como foi que a cobra (com os outros dentro) morreu. Mas uma das hipóteses é que por estar muito próximo de um lago vulcânico, o réptil foi envenenado ou sufocado por fumaças tóxicas.

Reproduções de computador ajudam a identificar onde estão o inseto e o lagarto dentro da cobra

Após a morte o cadáver caiu no lago, onde a "boneca russa" de esqueletos foi preservada perfeitamente por milhões de anos.

Esta não é a primeira vez que um material que mostra claramente o resto de três animais "um em cima do outro" é encontrado.

Em 2008, pesquisadores austríacos encontraram um fóssil de 250 milhões de anos que tinha preservado um tubarão, que tinha comido uma espécie de anfíbio (não identificada), que tinha engolido um pequeno peixe.

Se há um lugar favorável para encontrar mais desses fósseis malucos é no próprio sítio fossilífero de Messel, onde já foram descobertos animais como um besouro brilhante turquesa fossilizado e em grande parte intacto, e duas tartarugas que estavam tendo relações sexuais.
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