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sábado, 14 de maio de 2016

Um planeta anão misterioso estava escondido no nosso Sistema Solar esse tempo todo


Astrônomos acabam de anunciar que um objeto não identificado, na parte de trás do nosso Sistema Solar é realmente muito maior do que se pensava anteriormente. Na verdade, é apenas um pouco menor do que Plutão e Eris, o que sugere que ele é, na verdade, um planeta anão - o terceiro maior planeta anão que conhecemos na Via Láctea – e o maior, de longe, de corpos celestes do nosso sistema a não ter um nome.

Não é a primeira vez que temos sido surpreendidos pelo nosso Sistema Solar recentemente - há algumas semanas os cientistas descobriram uma lua escondida ao redor de Plutão e uma galáxia gigante que orbita nosso própria galáxia que apareceu do nada no mês passado. O que todos esses objetos têm em comum é que eles são escuros e estranhos, o que os tornavam difíceis de detectar.

Este objeto ainda sem nome, foi rotulado como 2007 OR10 e apelidado de "Branca de Neve", orbita o Sol a partir das profundezas frias e escuras do cinturão de Kuiper, muito além de Netuno. O mundo congelado foi descoberto pela primeira vez em 2007, como seu nome sugere, mas sempre foi difícil para nós observá-lo corretamente.


Mas agora os pesquisadores usaram dois telescópios espaciais, incluindo dados de nosso caçador de planetas favorito Kepler, para obter uma boa visão no planeta anão e ser mais assertivo em seu tamanho que chega a 1.535 km (955 milhas) - sendo não muito menor que os de maior interesse Plutão e Eris.


Levou tanto tempo para apreciar plenamente 2007 OR10 porque ele é muito escuro e lento. Sua superfície é vermelho escuro, que os cientistas acham que pode ser devido a um revestimento em constante mudança formado por metano congelado e dificilmente reflete toda a luz que recebe.

Ele também gira muito lentamente, com um dia de rotação que dura cerca de 45 horas - uma das mais longas no Sistema Solar. Ele também tem uma órbita estranha, elíptica, que torna difícil para vê-lo por um período de tempo consistente.

Kepler fez um registro em 2014 e você pode ver de forma muito distorcida sua órbita a seguir:


Essa qualidade foi a melhor que tinha na época e assim justifica o motivo de não termos ideia de quão grande era até agora.
Foi só quando pesquisadores do observatório Konkoly na Hungria decidiram combinar observações da missão K2 da Kepler e Herschel da Agência Espacial Europeia, que eles começaram a obter uma imagem mais clara deste Planeta-anão.

Ao calcular quanta luz o planeta estava refletindo com base em dados Kepler e depois emparelhar essas informações com dados de radiação de calor de Herschel, os pesquisadores foram finalmente capazes de calcular seu tamanho exato. Eles publicaram os resultados no The Astronomical Journal.
Com base nas estimativas de tamanho, os cientistas também podem começar a descobrir algumas das características físicas do planeta anão, pela primeira vez, incluindo o sua origem.

A técnica foi tão bem sucedida que a equipe agora vai usá-la para saber mais sobre todos os potenciais planetas anões misteriosos que espreitam nosso Sistema Solar.

por Adriano Reis
Fonte: ScienceAlert
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