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sábado, 30 de janeiro de 2016

Que espécie herda a Terra se os humanos desaparecerem?


Olhando para o futuro, para daqui a 50 milhões de anos, Luc Bussiere, da Universidade de Sterling, explica quais são os cenários pós-apocalípticos, no caso de os humanos desaparecerem da face do planeta. 

O especialista lançou a discussão no MailOnline sobre a hipótese de outras espécies um dia governarem a Terra. 
Já agora, o especialista não acredita que os nossos sucessores sejam os primatas, como se especulava na saga de ficção científica Planeta dos Macacos (na foto).

Espécies dominantes

Por alguns critérios, o mundo é, e sempre foi, dominado por bactérias, embora a "era dos micróbios" tenha terminado há 1,2 mil milhões de anos. É que, embora temos tendência para dar mais importância aos grandes organismos multicelulares, quatro em cada cinco animais terrestres são nematodes, ou seja, parasitas semelhantes a minhocas.


Seguindo esta lógica narcisista, como refere Luc Bussiere, o Planeta dos Macacos sugere que os nossos primos mais próximos, os primatas, conseguiriam desenvolver a fala e adotar a tecnologia se lhes déssemos espaço e tempo para isso. Mas este professor de Ciências Biológicas e Ambientais considera que é muito provável que os macacos entrem em extinção antes dos humanos. Aliás, já somos o único hominídeo que não está em risco de conservação.

Mais, se houver uma ameaça que leve à extinção do homem, o mais provável é dizimar primeiro aqueles organismos que são mais parecidos connosco.

Se o sol morrer

Assim que o sol começar a ficar sem combustível, daqui a cinco mil milhões de anos, vai expandir-se e transformar-se num gigante vermelho que vai engolir Mercúrio, Vénus e, provavelmente, a Terra. Mas nessa altura já não haverá humanos e nem o planeta será habitável. 

A evolução, afirma Luc Bussiere, não favorece a inteligência por si só, a não ser que esta se traduza num maior sucesso reprodutivo e de sobrevivência, por isso, é um erro pensar que o nosso sucessor será uma criatura especialmente inteligente ou sociável, ou falante.

O que é que é possível especular sobre qual será a espécie dominante daqui a 50 milhões de anos? 
A diversidade de vida que surgiu após cada período de extinção foi muito rápida e com formas muito diferentes das originais. 

As pequenas criaturas que fugiam a frente dos dinossauros no final do Período Cretáceo eram muito diferentes dos ursos, mastodontes e baleias que delas descendem.

Como na equação das transições evolutivas complexas também um fator controverso chamado acaso, poderá ser possível que, tal como muitos defendem, sejam as formigas a dominar a Terra após o nosso desaparecimento. Só não sabemos que aspecto terão.

Ameaças para a humanidade

Existem várias teorias científicas sobre o fim do mundo que podem muito bem tornar-se reais. Entre elas encontram-se a possibilidade de sermos transformados em pó com o impacto de um asteroide ou de sermos dizimados por uma pandemia altamente infecciosa.

Outras hipóteses: a erupção de um super-vulcão, um inverno nuclear, o efeito estufa, a morte do sol ou uma explosão de raios gama.

No passado já foram cinco os momentos em que a Terra esteve sob perigo de destruição. Há 440 milhões de anos, quando toda a vida estava no mar, cerca de 85% das espécies desapareceram. Depois, num período entre os 375 e os 359 milhões de anos, as alterações ambientais exterminaram a maioria das espécies de peixes e impediram os recifes de coral de se formar durante 100 milhões de anos. 

O maior evento de extinção de todos ocorreu há 252 milhões, quando quase 97% das espécies que se conhecem através de fósseis desapareceram para sempre. Há 201 milhões de anos quem dominava a Terra eram os grandes anfíbios e os grandes répteis, que foram extintos, dando lugar aos dinossauros, que por sua vez desapareceram há 65 milhões de anos, quando um asteroide atingiu o planeta.

Fonte: Sabado
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