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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

10 mitos sobre o espaço que muita gente ainda acredita

Quando o assunto é o espaço, nós dispomos de uma fonte de lendas urbanas que parece ser inesgotável: Hollywood. A indústria cinematográfica é campeã em disseminar mitos sobre o que se esconde além da nossa atmosfera - e não é nem só nisso que eles se enganam. Abaixo, listamos alguns mitos comuns sobre o espaço nos quais já não devíamos mais acreditar.

10. Nós explodimos no espaço

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Muitas vezes, os cineastas não estão preocupados com fatos. Eles usam e abusam da licença poética, a fim de fazer uma cena parecer mais interessante. Com os filmes, aprendemos que no instante em um ser humano é exposto ao espaço exterior sem uma roupa de proteção, ele é um caso perdido, e que, muito provavelmente, vai explodir em uma nuvem de sangue e vísceras.
A exposição ao espaço definitivamente mata, mas não de imediato e não de uma forma tão visceral. Um ser humano pode sobreviver exposto ao espaço por cerca de meio minuto com nenhum dano permanente. Não vai ser agradável, mas não é uma morte instantânea. Você provavelmente iria morrer de asfixia devido à falta de oxigênio. Um filme que mostra isso direito é o “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick.


9. Vênus e a Terra são idênticos

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Muitas vezes dizem que Vênus é o nosso irmão gêmeo, mas isso não deve lhe dar a impressão de que ele é exatamente como o nosso planeta. Esta ideia surgiu principalmente quando não sabíamos exatamente como era a superfície daquele planeta. Devido à sua atmosfera incrivelmente grossa, não foi até que enviamos uma nave espacial para Vênus que descobrimos o quão mortal a sua superfície realmente é.

8. O sol é uma bola de fogo

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Aqui, o que faz toda a diferença é que o sol brilha, não queima. Isto pode parecer uma distinção insignificante para leigos como nós, mas o calor gerado pelo sol é na verdade o resultado de uma reação nuclear, não um produto químico – que é como funciona uma queima. E já que estamos falando disso…

7. O sol é amarelo

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Peça a qualquer um para desenhar um sol e esta pessoa vai imediatamente pegar o lápis de cor amarelo. Parece normal, afinal é assim que fazemos desde que aprendemos a desenhar uma casinha com aquela bola amarela sorrindo no canto superior. Se quisermos ainda mais provas, poderíamos apenas ir lá fora e olhar para o sol, que definitivamente parece ser amarelo.
Porém, o enxergamos desta forma graças a nossa atmosfera – aquelas fotos da NASA com o sol amarelo são normalmente modificadas para que ele seja mais reconhecível. No entanto, a cor real do sol é branca. Se algum dia você encontrar com um astronauta ou alguém que foi para o espaço, não hesite em lhes perguntar.

Se você ainda não tem muita certeza, podemos examinar a temperatura solar para ter certeza da cor da estrela que nos aquece diariamente. Estrelas frias começam com uma cor marrom/vermelho escuro e aumentam sua intensidade à medida que ficam mais quentes. Uma coisa com uma temperatura de superfície com apenas alguns milhares de graus Kelvin será vermelha. No extremo oposto do espectro, as estrelas mais quentes, com uma temperatura de superfície acima de 10.000 Kelvin, são azuis. Com uma temperatura de superfície de quase 6.000 Kelvin, o sol está em algum lugar no meio disso, tendo uma cor branca distinta.

6. A Terra fica mais próxima do sol no verão

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Sem pensar muito a respeito, isso parece bastante lógico – nosso planeta fica mais quente quando está mais próximo da coisa que faz do nosso planeta quente. No entanto, essa ideia é causada por um mal entendido sobre como as estações do ano realmente funcionam. Elas não têm a ver com a proximidade com o sol, mas sim com a inclinação do nosso eixo orbital. O eixo sobre o qual nosso planeta gira é inclinado para um lado e quando esse eixo aponta para o sol, é verão naquele hemisfério. Quando aponta para longe, é inverno.

O que não é um mito, no entanto, é a ideia de que a Terra está, às vezes, mais perto e, às vezes, mais longe do sol. Nosso planeta tem uma órbita elíptica (como a maioria dos outros planetas). A distância da Terra em relação ao sol (conhecida como uma unidade astronômica) é de aproximadamente 150 milhões de km. No entanto, no periélio (ponto mais próximo da Terra ao sol), a distância diminui para 147 milhões de km e no afélio (a maior distância) ela sobe para 152 milhões de km. Então, como você pode ver, durante o curso de um ano, a distância entre a Terra e o sol varia em até 5 milhões de quilômetros.

5. Há um lado escuro da lua

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A ideia de que a lua tem um lado que é constantemente banhado em escuridão é falsa. A lua está presa à Terra, o que significa que o mesmo lado está sempre voltado para nós, não para o sol. Todos os lados da lua recebem a luz solar em vários pontos.

4. Som no espaço

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Filmes raramente acertam o som no espaço. O que nem é assim tão absurdo quando se pensa que quando você está gastando uma fortuna para filmar uma explosão ou uma morte dramática, você definitivamente quer que o público ouça. No entanto, o espaço significa nenhuma atmosfera, o que significa que não há por onde as ondas sonoras navegarem. Mais uma vez, Kubrick acertou isso no “2001”.
No entanto, isso não deve sugerir que não há som no universo além do nosso planeta. Se você for para outro lugar com uma atmosfera, haverá som, mas provavelmente vai ser um pouco estranho. Em Marte, por exemplo, o som será mais agudo.

3. Você pode viajar através de um cinturão de asteroides, mas não do jeito que está pensando

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Este todos nós sabemos de “Star Wars”. Han Solo nos mostrou que ele é um piloto mauzão pilotando a Millennium Falcon através de um cinturão de asteroides mortal e chegando ao outro lado inteiro, apesar de ter chances de sobrevivência quase zero. Isso seria impressionante, exceto pelo fato de que você também provavelmente poderia fazer a mesma coisa (e a parte mais difícil seria conseguir uma nave espacial).

Tal fato se deve a uma das principais coisas que os filmes são ruins em quando se trata de espaço: retratar com precisão o seu tamanho. Se fossem mostrar as coisas como elas realmente eram, eles mostrariam uma tela preta com um pequeno ponto aqui e ali, que era para ser um planeta, ou algo assim. A ideia aqui é que o espaço é grande. Muito, muito, muito grande. Mesmo se um cinturão de asteroides tiver milhões e milhões de asteroides, você tem que ser a pessoa mais azarada do universo para bater em um deles. Não é impossível, mas as chances são astronômicas.

O nosso próprio cinturão de asteroides, por exemplo, tem milhões de objetos; possivelmente muito mais, dependendo de quão pequeno um objeto pode ser. A maior coisa nele é Ceres, um ex-asteroide, agora classificado como um planeta anão, com aproximadamente 950 km de diâmetro. A distância entre dois objetos no cinturão de asteroides varia na casa das centenas de milhares de quilômetros. As chances de acertar um deles é de 1 em 1 bilhão. Até agora, temos 11 sondas enviadas para o cinturão sem incidentes.

2. Você pode ver a Grande Muralha da China a partir do espaço

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Esse “fato” é tão difundido que até parece uma daquelas mentiras que, de tão repetidas, viram verdade. Contudo, numa era tão envolvida com a internet, é estranho que essa lenda ainda seja levada a sério.

1. Os buracos negros vão sugar tudo

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Se o sol se transformasse instantaneamente em um buraco negro hoje à noite, nós não acordaríamos sendo rapidamente sugados para sua goela mortal. Nós eventualmente congelaríamos até a morte, mas isso não tem a ver com o enorme (mas infundado) medo dos buracos negros.
Os buracos negros devem obedecer a outras leis da física e o poder gravitacional do sol seria o mesmo se fosse de alguma forma transformado em um buraco negro. Os buracos negros têm massa finita e, portanto, força gravitacional finita. Ninguém sabe ao certo o que acontece com as coisas puxadas para dentro de buracos negros, mas sabemos que eles não possuem supergravidade.

Fonte: Hypescience
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