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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Arqueólogos encontram ponto de partida de Cristóvão Colombo rumo às Américas

Réplica dos barcos que participaram da primeira viagem de Cristóvão Colombo
Réplica de barcos usados por Cristóvão Colombo: achado "ilumina" um dos episódios mais importantes da história

A descoberta de diferentes tipos de materiais artesanais e de pesca nas escavações que são realizadas há dois meses nas proximidades de La Fontanilla, na cidade de Palos de la Frontera, ao que tudo indica estabelecem o ponto exato de onde partiram as três caravelas rumo ao Novo Mundo, em 1492.
Este é um achado de relevância internacional porque "ilumina" um dos episódios mais importantes da história.

Em 1908, o então cônsul da Argentina, Enrique Martínez Ituño, que morava em Palos de la Frontera, já falava em encontrar e recuperar este porto histórico.
Apesar de em 1992 ter vindo à tona o fato de as instalações portuárias pertencerem à área conhecida como La Vaguada, somente hoje, 24 anos depois, com o professor de arqueologia Juan Miguel Campos liderando trabalhos de escavação no local, está sendo possível verificar tal evidência.

Fontes históricas dizem que o porto de Palos era composto por quatro elementos: o estaleiro, que não deixou vestígios arqueológicos, uma fonte (La Fontanilla), cerâmica e uma alota - "era a alfândega, e foi nela que Colombo fez os acordos necessários para poder levar sua missão adiante", afirmou Campos, para quem "este achado foi o que nos trouxe maior satisfação".
Ele também disse que foi nesta nova fase de trabalho que foram localizados os dois últimos itens, permitindo então que seja determinada o local exato do porto, portanto de onde Colombo saiu em direção ao Novo Mundo.

O porto, disse, contrariamente ao que muitos acreditavam, desde esta época contava com espaço mais do que suficiente para comportar as caravelas. "(Era) um porto natural, protegido dos ventos e afastado das correntes, além de ser econômico, por permitir, sem muita transferência, a carga e descarga de mercadorias", explicou.
A descoberta da cerâmica foi significativa. Já foram localizados sete fornos, nos quais eram produzidos cerâmicas, tijolos, alimentos e cal. O que o torna "um complexo único na Espanha" naquela época.

E junto a eles, os testares, lugares onde eram abandonadas as produções defeituosas, revelam que eram feitas no local peças de cozinha e mesas de tradição mouriscas, além de réplicas de cerâmicas finas de outros lugares.
No entanto foi "mais gratificante" encontrar evidências e restos da alota, um lugar multifuncional onde eram feitas as transações de "um porto próspero e de caráter internacional", como foi o de Paus desde a segunda metade do século XV até princípios do XVI.

Ainda há um mês de escavações pela frente. Terminado este período, será necessário desenvolver um intenso trabalho a fim de verificar os "milhares de dados" encontrados e juntar cada vez mais informações sobre o histórico do porto, segundo o professor.
Porto este que, por si só, independentemente dos vestígios arqueológicos, deveria ser "um lugar de primeira ordem, um local histórico".

Trata-se do "ponto nevrálgico" dos lugares ligados à expedição, assim definido por ser um dos mais importantes do mundo, o ponto de partida para o descobrimento da América. A prefeitura de Palos reconhece o valor desta descoberta e tem como objetivo a recriação destes espaços, a partir de uma primeira reconstrução virtual que já está sendo realizada pela equipe de pesquisa.

Fonte: EFE