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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Pesquisa mostra que rabiscar pode ajudar a manter sua concentração

Rabiscar pode ajudar na concentração (Foto: Reprodução/doodlewar)

Novas pesquisas na neurociência mostram que desenhar e rabiscar durante momentos que requerem concentração podem ajudar no a manter o foco. Para o cérebro, uma página em branco pode ser um grande espaço criativo, possibilitando às pessoas maior evolução das ideias.
Sunni Brown, autora do livro “The Doodle Revolution” [A revolução do rabisco – em tradução livre], contou ao Wall Street Journal que “isso pode alterar a forma como processamos informações e resolvemos problemas; é uma ferramenta de pensamento”.

Segundo cientistas, esse tipo de ação pode ajudar o cérebro a continuar ativo em situações na qual estímulos externos estão ausentes. Por exemplo, em 2009, foi publicado um estudo na Applied Cognitive Psychology. Durante o experimento um grupo de pessoas deveria ouvir uma lista de nomes. Uma parte dos participantes podia desenhar enquanto ouvia e a outra metade deveria manter “atenção completa” nos nomes. Após responderem a um questionário relacionado à lista, notou-se que aqueles que desenharam acertaram 29% a mais do que os que estavam atentos somente à gravação.
Já em 2011, durante uma conferência em Estocolmo, um grupo de pessoas teve de divulgar nas redes sociais seus rabiscos usando canetas digitais e telefones com Bluetooth. O resultado mostrou que elas expressaram emoções mais complexas do que costumavam apresentar nos posts escritos.

Outro estudo, conduzidoo por Lisa Cowan, da Universidade da Califórnia, pediu para pessoas desenharem o que estavam sentido durante certos momentos de suas vidas, desde o nascimento de um filho até a pressão no trabalho. Para a autora, “as imagens falaram mais do que um texto ou uma foto, elas eram mais íntimas e pessoais”.
O estudo realizado este ano por Gabriela Goldshmidt sugere que a produção de desenhos pode estimular ainda mais as ideias das pessoas. Esse tipo de ação conjunta consegue reunir vários fatores. Para a pesquisadora é possível “criar um diálogo entre a mente, a mão que segura o lápis e os olhos que enxergam o desenho”.

Fonte: Galileu
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