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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Cientistas estudam "terremotos silenciosos" na Nova Zelândia

Imagem de satélite da Nova Zelândia (Foto: Wikimedia Commons)
IMAGEM DE SATÉLITE DA NOVA ZELÂNDIA

Uma equipe de sismólogos estudará os chamados "terremotos silenciosos" na fossa de Hikurangi, uma região de subducção situada em frente à ilha do Norte da Nova Zelândia. Acredita-se que o lugar seja capaz de gerar tremores de 9 graus de intensidade.
Durante as próximas duas semanas os cientistas colocarão cerca de 30 instrumentos de medição sísmica procedentes do Japão e dos Estados Unidos para estudar esta área situada na baía Poverty.

O projeto, que irá recolher dados durante um ano, representa a maior instalação de instrumentos no leito marinho na Nova Zelândia para estudar os eventos assísmicos lentos. Também conhecidos como "terremotos silenciosos", caracterizam-se por deslocamentos que não causam estrondos e acontecem em um período de horas, semanas ou meses, ao contrário de terremotos convencionais.
Os instrumentos fornecerão maior informação sobre os tremores e tsunamis na fossa de Hikurangi.

Ali, os "terremotos silenciosos" acontecem com um intervalo aproximado de cerca de 18 meses e deslocam porções de terreno dois centímetros para leste a cada uma ou duas semanas, segundo a fonte. Se este mesmo deslocamento se desse em alguns segundos, em vez de semanas, registraria terremotos de uma intensidade de seis a sete graus.
"As zonas de subducção, como a que se encontra em frente à ilha do Norte, podem gerar os maiores terremotos do mundo", explicou o sismólogo neozelandês Bill Fry ao lembrar os tremores de Sumatra (Indonésia) em 2004 e o de Tohuku (Japão) em 2011, que registraram uma intensidade de 9,1 e 9 graus respectivamente.

A Nova Zelândia se assenta na falha entre as placas tectônicas do Pacífico e Oceania e registra cerca de 14 mil terremotos a cada ano, dos quais entre 100 e 150 têm a potência suficiente para serem percebidos.

Fonte: Galileu
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