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sexta-feira, 23 de maio de 2014

As 10 espécies recém-descobertas mais surpreendentes

Montagem com as espécies mais incríveis descobertas em 2013

O Instituto Internacional para a Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, lançou nesta quinta (22), Dia Mundial da Biodiversidade, o seu “Top 10” de novas espécies de animais, plantas e fungos que mais causaram frenesi no ano passado.

Tão vasta quanto surpreendente, a lista é mais uma prova da necessidade urgente de se preservar a rica biodiversidade do Planeta.

De um mamífero carnívoro com cara de ursinho, passando por uma árvore de 12 metros de altura com nome que parece saído da série Game of Thrones, a uma anêmona que vive sob uma geleira da Antártida, conheça nos próximos slides as espécies recém-descobertas mais incríveis.

Olinguito, um carnívoro tímido

Olinguito, mamífero recém-descoberto
Nome: Bassaricyon neblina

O olinguito parece ser fruto do cruzamento entre um gato e um ursinho de pelúcia de olhos arregalados. Ele vive secretamente no alto de árvores em florestas das montanhas dos Andes na Colômbia e no Equador. É o primeiro novo mamífero carnívoro descrito no hemisfério ocidental em 35 anos.

Anêmona Andrill

Anêmona Andrill (Edwardsiella andrillae)
Nome: Edwardsiella andrillae

Essa espécie de anêmona do mar vive sob a geleira Ross, na Antártida. Não está claro como a espécie resiste às duras condições de seu habitat. Ela é a primeira espécie de anêmona do mar que vive no gelo da qual os cientistas têm registro. Foi descoberta pelo Programa de Perfuração Geological Antártida, chamado ANDRILL, daí seu nome. Vistas de perto, são criaturas de menos de 2,5 centímetros de comprimento com corpo amarelo pálido e cerca de duas dezenas de tentáculos.

Caramujo das cavernas

Zospeum tholussum
Nome: Zospeum tholussum

Quem move-se devagar quase parando e vive em completa escuridão 900 metros abaixo da superfície nas profundezas das cavernas Lukina Jama-Trojama da Croácia? É o caramujo Zospeum tholussum. Ele é cego – já que olhos não são necessários na escuridão total - e não tem pigmentação na concha, o que lhe confere aparência fantasmagórica.

Mesmo para os padrões de um caracol, o Zospeum tholussum move-se lentamente, arrastando-se apenas alguns milímetros ou centímetros por semana. Os cientistas suspeitam que esses pequenos caramujos, medindo apenas 2 milímetros de comprimento, viajam em correntes de água ou pegam carona nos outros animais das cavernas, como morcegos ou grilos, para viajar longas distâncias.

Camarão esqueleto

Camarão esqueleto
Nome: Liropus minusculus

Este minúsculo camarão, o menor no gênero, foi identificado entre as amostras coletadas de uma caverna na ilha de Santa Catalina, na costa do Sul da Califórnia. Parte de uma família marinha conhecida como camarão esqueleto, esta nova espécie tem uma aparência estranha e translúcida que se assemelha a uma estrutura óssea. O espécime masculino mede apenas 3,3 milímetros e a fêmea é ainda menor, com 2,1 milímetros.

Dragoeiro de Kaweesak

Dragoeiro de Kaweesak
Nome: Dracaena kaweesakii

Soando a algo saído da série Game of Thrones, esta planta atinge 12 metros de altura e é difícil acreditar que tenha passado despercebida por tanto tempo. O dragoeiro é encontrado nas montanhas de pedra calcária das Províncias Loei e Lop Buri, na Tailândia e também pode ser encontrado nas proximidades de Burma. Folhas bonitas e suaves, em forma de espada, com bordas brancas e flores de cor creme com brilhantes filamentos alaranjados são suas principais características.

Gecko cauda de folha

Gecko cauda de folha
Nome: Saltuarius eximius

Não é fácil de detectar este gecko (parte de uma família de répteis escamados), encontrado nas florestas tropicais no nordeste da Austrália. Sua cauda larga é empregada como parte de sua camuflagem. Com os membros mais longos, um corpo mais esbelto e olhos maiores do que outras espécies Saltuarius, este tem uma coloração malhada que lhe permite misturar-se com os arredores. Nativo das florestas e habitats rochosos, este gecko adora a noite.

Laranja Penicillium, um novo fungus

Penicillium vanoranjei
Nome: Penicillium vanoranjei

Distinguido pela cor laranja brilhante que exibe quando em colônias, este fungo foi nomeado em homenagem à família real holandesa. A espécie foi relatada em um jornal publicado pelo Herbário Nacional do país. Encontrado no solo da Tunísia, esta espécie também produz uma matriz extra-celular semelhante a uma folha, que pode funcionar como proteção contra a seca.

Tinkerbell Fairyfly

Tinkerbell Fairyfly
Nome: Tinkerbella nana

O pequeno tamanho e as asas delicadamente franzinas, característica da família de vespa parasitóide Mymaridae, rendem a essa nova espécie o nome de Tinkerbella nana, em referência à fada ajudante de Peter Pan. Ela mede apenas 250 micrômetros e está entre os menores insetos do mundo. É a mais recente adição às 1400 ou mais espécies conhecidas da família.

A nova espécie foi coletada na Estação Biológica LaSelva, na Costa Rica. Seu hospedeiro, no entanto, ainda não é conhecido - por ter uma vida útil de poucos dias, ela ataca os ovos de outros insetos.

Ameba do Mediterrâneo

Spiculosiphon Oceana
Nome: Spiculosiphon Oceana

Este organismo unicelular é parte de um grupo distinto de amebas. Tem de quatro a cinco centímetros de altura e 1,5 a 2 centímetros de comprimento, tornando-se um gigante no mundo de criaturas unicelulares.

Ela é muito parecida com uma esponja carnívora, e possui alimentação semelhante, estendendo seus pseudópodes para se alimentar de invertebrados que se prendem nas estruturas espinhosas. Esta espécie foi descoberta em cavernas submarinas no largo da costa sudeste da Espanha. Curiosamente, são as mesmos cavernas onde esponjas carnívoras foram descobertas pela primeira vez.

Micróbios da "sala limpa"

Phoenicis Tersicoccus
Nome: Phoenicis Tersicoccus

Há algumas coisas que não se deve enviar para o espaço, e os micróbios “sala limpa” recém-descobertos são uma delas. Encontrada em salas onde espaçonaves são montadas, essa espécie microbiana poderia contaminar outros planetas.

Espécimes do Phoenicis Tersicoccus foram recolhidos em duas salas totalmente higienizadas e separadas cerca de 2.500 quilômetros de distância, uma na Flórida e outra na Guiana Francesa.
É uma espécie resistente, capaz de tolerar secura extrema, variação ampla de pH, temperatura e concentração de sal. Ou seja, mesmo depois de limpar um lugar, eles persistem.

Fonte: Exame
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