10 histórias estranhas sobre o cérebro humano - Surpreendente ! - Aventuras no Conhecimento

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

10 histórias estranhas sobre o cérebro humano - Surpreendente !


O cérebro humano é um órgão incrível. É o que nos diferencia dos outros animais, nos ajuda a resolver problemas complexos e nos torna o que somos. Ao mesmo tempo, é uma protuberância extremamente misteriosa de matéria cinzenta que pode sobreviver aos acidentes mais loucos, desvendar segredos do universo e protagonizar histórias estranhas para encher um livro inteiro. Veja:

10. Cérebro absolvido


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Depois de escapar de uma prisão no Arizona (EUA), John McCluskey matou um casal de idosos, queimou seus corpos, e roubou seu caminhão. Eventualmente, McCluskey foi recapturado, julgado e considerado culpado de assassinato. No entanto, a fase de sentença não foi assim tão simples. A equipe de defesa de McCluskey empregou uma estratégia única que deixou os jurados incertos do que fazer. Os advogados apresentaram imagens do cérebro de McCluskey, que mostravam 10 áreas estranhamente inativas. Por outro lado, 17 áreas trabalhavam horas extras.
Por exemplo, a sua amígdala não podia interpretar corretamente sinais de perigo, e muitas vezes enviava “falsos alarmes” para o resto do cérebro, levando-o a agir impulsivamente. Normalmente, o lobo frontal mantém as tendências da amígdala sob controle, mas o de McCluskey era deformado e defeituoso, permitindo que seus impulsos selvagens persistissem. Os advogados de defesa também observaram que seu cerebelo havia sido danificado por um acidente vascular cerebral, que por sua vez afetou sua capacidade de fazer planos. Basicamente, ele era uma vítima de má biologia e incapaz de cometer assassinatos premeditados e controlar seus impulsos.

Apesar dos contra-argumentos da promotoria, a equipe de defesa alcançou seu objetivo. O júri não conseguiu decidir se McCluskey deveria morrer, e ele foi condenado à prisão perpétua sem liberdade condicional. O cérebro de McCluskey o salvou de ser executado, e muitas perguntas interessantes ficaram. Será que cérebros anormais podem mesmo ser vistos como fatores ou evidências de comportamento perigoso?

9. A jornada do cérebro de Einstein

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Albert Einstein era claramente um gênio, e muitos de nós já se perguntaram se o seu cérebro era especial. Foi essa pergunta que levou o patologista Thomas Harvey a quebrar regras para descobrir a resposta.
Antes de sua morte, em 1955, Einstein pediu que seus restos fossem cremados. A última coisa que ele queria era estudantes se reunindo ao redor de seu túmulo, murmurando “E = mc2″ etc. A única maneira de evitar que seu corpo se tornasse uma relíquia sagrada era queimando-o (cérebro incluído). No entanto, Thomas Harvey não se importou com isso. Alegando que tinha permissão do Hospital de Princeton – o que não tinha -, Harvey roubou o cérebro de Einstein durante a autópsia.

Em perigo de perder o emprego, Harvey convenceu o filho de Einstein a aceitar a situação, alegando que o cérebro de seu pai precisava ser estudado pela ciência. No entanto, Harvey não era um neurocientista e não sabia o que estava fazendo. Quando funcionários do hospital pediram-lhe para entregar o cérebro, ele se recusou e foi demitido. Seu próximo passo foi levar o órgão para a Filadélfia, onde encontrou um técnico para cortá-lo em mais de 200 cubos. Ao longo dos próximos 40 anos, esses pedaços acabaram nos lugares mais estranhos. Harvey os armazenou em frascos em seu porão, e sua esposa quase os destruiu. Quando Harvey mudou-se para Kansas, ele manteve os pedaços em um cooler de cerveja. Uma vez, o patologista acidentalmente deixou-os na casa da neta de Einstein, que não ficou muito feliz.
Quanto ao estudo científico, Harvey enviou pedaços do cérebro a vários pesquisadores, mas a maioria não estava interessada em analisá-los. Os poucos neurocientistas que mostraram interesse não viram resultados conclusivos do seu estudo. Desapontado, Harvey devolveu o cérebro para Princeton, e morreu em 2007.

8. O cérebro tostado em um acelerador de partículas

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Anatoli Bugorski pode ser o cientista mais sortudo de todos os tempos. Em 13 de julho de 1978, o pesquisador soviético estava consertando um acelerador de partículas chamado Synchrotron U-70, e enfiou a cabeça dentro da máquina, bem no caminho de um feixe de prótons. Feito a partir de átomos de hidrogênio sem elétrons, feixes de prótons são frequentemente usados para destruir células cancerosas, mas apenas em doses cuidadosamente controladas – pouco mais de cinco grays (“grays” é a medida de doses de radiação ionizante absorvida). O feixe que acertou Bugorski media cerca de 2.000 grays na entrada, 3.000 na saída. Conforme percorreu seu crânio, fez um buraco através do seu cérebro. Embora não tenha sentido dor, o cientista disse que foi cegado por um flash “mais brilhante do que mil sóis”.

Depois de cambalear para longe da máquina, o lado esquerdo de seu rosto inchou em proporções enormes. Mais tarde, a pele perto das feridas de entrada e saída descolou e Bugorski perdeu a audição em sua orelha esquerda. No entanto, ele sobreviveu a essa experiência alucinante, talvez porque o feixe de prótons se moveu a uma velocidade próxima à da luz. Apesar de sua boa sorte, Bugorski acabou perdendo todos os nervos do lado esquerdo de seu rosto, tornando-se parcialmente paralisado. O feixe de prótons também danificou as capacidades mentais de Bugorski, embora não tanto quanto se poderia esperar. Apesar de sua deficiência, ele fez doutorado e está vivo até hoje, provando que é preciso muito mais do que um feixe de prótons para matar um russo.

7. O pedaço de cérebro que mudou a personalidade de uma pessoa e criou um artista

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Jon Sarkin, um quiroprático de 35 anos de idade, estava jogando golfe um dia, quando algo estranho aconteceu dentro de sua cabeça. Um de seus vasos sanguíneos começou a se mover e, eventualmente, pressionou seu nervo auditivo, causando um zumbido ensurdecedor. Com a esperança de curar o zumbido incessante, Sarkin fez uma cirurgia em 1989. Seu médico tentou separar o nervo com um pedaço de Teflon, mas, infelizmente, o tratamento lhe causou um derrame. Quando Sarkin acordou, semanas mais tarde, ele descobriu que estava sem um pedaço de seu cérebro. Devido ao acidente vascular cerebral, os médicos haviam cortado um tanto do lado esquerdo do órgão de Sarkin, o que gerou uma mudança de personalidade completa.

De repente, Jon tinha um desejo ardente de desenhar, que consumia totalmente a sua vida. Quando ele voltou para a sua prática de quiropraxia, esboçava imagens aleatórias dos pacientes, rabiscando formas estranhas, cactos e rostos bizarros. Durante o jantar, ele parava de comer para anotar ideias que borbulhavam em seu cérebro.
Descobriu-se que Jon estava experimentando uma condição bizarra chamada de “produção artística súbita”, tão rara que os médicos só registraram três casos causados por lesão cerebral. E essa lesão cerebral em particular deixou a maioria dos artistas com inveja: em 1993, Sarkin vendeu oito de seus quadros para o The New Yorker e abriu um estúdio de arte. Desde então, o trabalho de Jon apareceu nos jornais The New York Times e The Boston Globe, sua história foi comprada pela companhia de produção de Tom Cruise, e ele foi o tema de um livro escrito por um autor premiado com o Pulitzer. Se você quiser comprar uma obra de Jon, tem que desembolsar mais de US$ 10.000 (ou mais de R$ 20.000) por tela. Ter um AVC nunca é bom, mas este foi bastante rentável, pelo menos.

6. O francês quase sem cérebro que leva uma vida normal

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Em 2003, pesquisadores contaram a história extremamente incomum de um cidadão francês, que vamos chamar de Jacques. Jacques era um homem casado, com dois filhos, que trabalhava como funcionário público em Marselha. Um dia, ele sentiu uma perda de sensibilidade na sua perna esquerda e visitou um hospital local. Os médicos viram no histórico do francês que ele sofreu de hidrocefalia quando bebê, que é um acúmulo de líquido dentro do cérebro. Essa “água” tinha sido drenada, mas os médicos decidiram fazer alguns exames e ver se o problema de Jacques era neurológico. O que eles descobriram foi surpreendente. A maioria da cabeça de Jacques estava preenchida com fluido.

Normalmente, o cérebro humano é protegido por ventrículos laterais, que são estruturas cheias de fluido cerebrospinal que funcionam como uma almofada para as nossas células. Líquido flui através destas câmaras de todo o tempo, mas, no caso de Jacques, acumulou-se tanto que seus ventrículos laterais incharam e achataram seu cérebro. Os médicos estimaram que sua massa cerebral tinha sido reduzida de 50 a 70%, afetando as áreas responsáveis por movimento, linguagem, emoção etc. Chocantemente, Jacques estava bem.
Enquanto o seu QI era de apenas 75, ele não estava com problemas mentais. Ele tinha um emprego estável, uma família e zero problemas para interagir com os outros. Com o tempo, seu cérebro tinha adaptado a toda essa pressão e, mesmo tendo menos neurônios que a maioria, Jacques ainda era um ser humano totalmente funcional. Até sua perna ficou bem – o líquido foi drenado e o membro voltou ao normal.

5. O cara que se curou de uma doença mental atirando no seu cérebro

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George sofria de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Nos anos 80, ele era um estudante do ensino médio canadense trabalhador que, de repente, desenvolveu um medo irracional de germes. Ele começou a lavar as mãos centenas de vezes todos os dias e tomava banho constantemente. Apesar de se tratar, George não conseguiu controlar sua doença, e foi forçado a deixar a escola e seu emprego de tempo parcial. Finalmente, em 1983, George, deprimido e paralisado de medo, disse à sua mãe que não podia mais continuar daquele jeito. Ele pegou uma pistola, colocou na sua boca, e puxou o gatilho.

A bala atravessou seu crânio e bateu na parte frontal esquerda do seu lobo – a parte de seu cérebro responsável pelo seu TOC. Felizmente, George sobreviveu, e quando acordou da cirurgia, descobriu que seu medo de micróbios tinha desaparecido junto com um pedaço de seu cérebro. Sem querer, ele curou-se com uma lobotomia por tiro de arma de fogo. George ainda teve que tomar medicamentos para a depressão, mas suas compulsões debilitantes realmente se foram. E é nesse ponto que precisamos alertar: queridos amigos com TOC, não tentem fazer isso em casa.

4. A garota que pode ter experiências extracorpóreas quando quiser

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Enquanto a maioria de nós associa experiências extracorpóreas com programas sensacionalistas, cientistas da Universidade de Ottawa (Canadá) levaram o assunto um pouco mais a sério. Em 2012, uma estudante de psicologia, a quem chamaremos de Reese, disse aos professores Claude Messier e Andra Smith que podia “sair de seu corpo” quando quisesse. Reese alegou que começou a fazer essas “viagens” quando era pequena e, na medida que cresceu, as experiências extracorpóreas a ajudaram a “cair no mundo dos sonhos”. Reese disse que teve vários tipos de episódios, como flutuar sobre seu corpo “real” ou girar como uma hélice. Enquanto Reese sabe que não está realmente se movendo (ela pode ver sua forma corpórea deitada na cama ou no chão), ela se sente tonta depois. Naturalmente, Messier e Smith estavam céticos, mas quando eles colocaram Reese em câmara de ressonância magnética, perceberam algumas coisas estranhas acontecendo em seu cérebro.

Sempre que ela desencadeava uma experiência fora-do-corpo, seu córtex visual – parte do cérebro responsável pelas imagens que vemos em nossas mentes – ficava estranhamente desativado. Na verdade, todo o lado direito de seu cérebro ficava dormente. No entanto, havia muita atividade acontecendo no lado esquerdo. Isso é estranho porque quando imaginamos as coisas, os dois hemisférios estão envolvidos. Além disso, uma série de áreas do cérebro de Reese que envolvem o “imaginário cinestésico” (a parte que nos ajuda a entender onde estamos em relação ao nosso entorno) estavam funcionando normalmente.

Messier e Smith acreditam que Reese passa por algum tipo de alucinação que não a afeta de uma forma negativa. É como um sonho onde você está fora de si mesmo e pode se assistir como um personagem. Os pesquisadores canadenses suspeitam que talvez essas experiências extracorpóreas são uma parte normal da infância, e algumas pessoas continuam a experimentá-las à medida que envelhecem. Se existem mesmo tais pessoas, elas provavelmente pensam que suas viagens são normais. Reese disse que não tinha ideia que suas experiências eram únicas. “Eu pensei que todo mundo podia fazer isso”, afirmou.

3. O paciente “vegetativo” que estava consciente e falou com seu médico

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Scott Routley sofreu um grave acidente de carro e viveu em estado vegetativo por 12 anos. Incapaz de falar ou acompanhar as pessoas com os olhos, parecia que Routley não tinha conhecimento do seu entorno, e os médicos pensavam que ele estava perdido no limbo. Eles estavam errados. Em 2012, Adrian Owen e Lorina Nacia da Universidade de Western Ontario (Canadá) decidiram executar testes em pacientes em coma, como Scott Routley. Suspeitando que algumas dessas pessoas estavam na verdade conscientes, eles colocaram Routley em um máquina de ressonância de magnética e pediram para ele se imaginar andando pela sua casa. De repente, seu cérebro mostrou atividade. Routley não só ouviu Owen, como pode responder.

Em seguida, os dois elaboraram um código. Owen fez uma série de perguntas com respostas “sim ou não”; se a resposta fosse “sim”, Routley pensava em andar pela sua casa. Se a resposta fosse “não”, Routley pensava em jogar tênis. Essas ações diferentes mostravam atividade em diferentes partes do cérebro. Owen começou com perguntas simples como: “Será que o céu é azul?”, até mudar totalmente a ciência médica quando perguntou: “Você está com dor?”, e Routley responder: “Não”. Foi a primeira vez que um paciente em coma com graves danos cerebrais conversou com médicos sobre sua condição.
Obviamente, as implicações do trabalho do Dr. Owen são enormes. Embora, provavelmente, apenas um em cada cinco pacientes vegetativos possam se comunicar com seus médicos, esta descoberta vai deixá-los falar com os profissionais, discutir o que eles querem fazer, desde o que querem comer até se eles ainda querem viver.

2. As gêmeas que dividem uma consciência

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Krista e Tatiana Hogan são gêmeas craniópagas, o que significa que estão conectadas pela cabeça. É uma condição extremamente rara que afeta apenas 1 em 2,5 milhões de crianças, e a maioria não sobrevive. No entanto, Krista e Tatiana são especiais. Não só elas são relativamente saudáveis, como compartilham uma estrutura única que o neurocirurgião Douglas Cochrane apelidou de “ponte do tálamo”. Ela conecta o tálamo de Krista ao de Tatiana, e poderia mudar a maneira como pensamos sobre conceitos como o “eu”.

O tálamo é um órgão que desempenha um papel importante no processamento de estímulos sensoriais e na consciência. Como o de Krista e Tatiana estão conectados, cientistas e membros da família Hogan acham que as meninas podem ver o mundo de forma diferente do que o resto de nós. Por exemplo, o Dr. Cochrane acredita que as meninas podem ver através dos olhos uma da outra. Ele chegou a essa conclusão depois de cobrir os olhos de Krista, colocar eletrodos na sua cabeça, e ver seu cérebro responder depois de focar luz nas pupilas de Tatiana. Esse é apenas um exemplo da percepção compartilhada das gêmeas. Às vezes, uma delas está assistindo TV, enquanto a outra está olhando para outro lugar. De repente, a que não está vendo TV começa a rir com o que está acontecendo na tela.

A ponte também afeta o seu sentido do paladar. Krista adora ketchup, mas Tatiana odeia o condimento. Uma vez, Krista estava comendo ketchup, e Tatiana furiosamente tentou limpá-lo de sua própria língua, mesmo que não estivesse comendo ela própria. Outros exemplos incluem Krista sentir quando alguém toca Tatiana, e as duas meninas andarem para a cozinha sem dizer uma palavra quando uma delas está com sede. Talvez o mais estranho fenômeno de todos seja que as gêmeas, às vezes, usam a palavra “eu” para descrever ambas ao mesmo tempo.
Até 2011, ninguém tinha feito quaisquer testes conclusivos sobre as meninas e sua condição única. No entanto, os cientistas que observaram o seu comportamento e seus cérebros ficaram espantados e animados. Não há certeza neste momento, mas realmente parece que Krista e Tatiana podem compartilhar pensamentos e perceber o que a outra está sentindo.

1. A mulher que coçou sua cabeça até atingir o cérebro

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A mulher conhecida apenas como “M” teve uma vida difícil. Depois que seu casamento se desfez, ela perdeu seus filhos, viciou-se em drogas, contraiu HIV e desenvolveu um terrível caso de cobreiro. Mas nada comparado com a “coceira”. Dois anos depois de se livrar de seu vício em heroína, o lado direito de sua cabeça começou a ter uma inexplicável coceira.
Os médicos ficaram perplexos. Nenhum creme ou remédio ajudou. A coceira era constante e insuportável, especialmente à noite. Ela às vezes coçava com tanta força que acordava com o travesseiro coberto de sangue. Ela tentou usar tocas, mas nada a impedia de coçar a cabeça. Uma noite, M acordou com um líquido verde escorrendo pelo seu rosto. Alarmada, ela foi ao médico, que a mandou direto para o Hospital Geral de Massachusetts (EUA) onde foi dito que ela precisava de uma cirurgia imediatamente. M tinha coçado diretamente através de seu crânio, cavando até o cérebro.

Parece impossível que unhas arranhem através do osso por conta própria, mas por causa de uma infecção chamada osteomielite, o crânio de M era mole o suficiente para que ela pudesse cavar um buraco em sua cabeça.
Mesmo depois da cirurgia, a coceira permaneceu. M arrancou dois enxertos de pele em sua tentativa desesperada de acabar com ela, e teve de ser contida. Médicos colocaram um capacete de espuma na sua cabeça, amarraram suas mãos à cama durante a noite, e a mantiveram trancada em uma ala médica por dois anos. Todo esse tempo, os especialistas ainda não tinham certeza do que estava causando a condição de M.
Alguns supuseram que, como o cobreiro havia destruído 96% das fibras nervosas de M no lado direito de seu cérebro, talvez os 4% restantes fossem fibras de coceira ativas. No entanto, quando cortaram o principal nervo sensorial que leva à frente da cabeça, nada mudou. A coceira continuou.

O escritor e cirurgião Atul Gawande acredita que o cérebro de M é muito confuso. Como a maioria das fibras nervosas não existem mais na frente da cabeça de M, o cérebro não está certo do que realmente está acontecendo na região e, por alguma razão, decidiu que ela deve sentir coceira. Infelizmente, M nunca foi curada. Hoje, ela está parcialmente paralisada, vive em uma cadeira de rodas e ainda sente a coceira infernal, apesar de ter superado sua compulsão noturna de raspar seu couro cabeludo.

Fonte: Hypescience