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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Animal mais antigo viveu 30 milhões de anos antes do previsto

Canadenses acharam rastros de 'lesma' de 585 milhões de anos no Uruguai.
Bicho mais antigo do mundo até agora havia sido encontrado na Rússia.

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram no Uruguai uma prova física de que animais existiram há 585 milhões de anos, 30 milhões de anos antes que as evidências científicas mostravam até agora. Os resultados do estudo estão publicados na edição da revista “Science” desta quinta-feira (28).
Até então, o fóssil mais antigo do mundo tinha 555 milhões de anos e havia sido localizado na Rússia.
O achado foi por geólogos da equipe de Ernesto Pecoits e Natalie Aubet, que encontraram trilhas fossilizadas de um animal semelhante a uma lesma, com cerca de 1 centímetro de comprimento. O rastro foi deixado em um terreno sedimentar com lodo.
A equipe chegou à conclusão de que as trilhas foram feitas por um bicho primitivo bilateral, que se diferencia de outras formas de vida simples por ter uma simetria superior diferente da parte inferior, além de um conjunto único de “pegadas”.

Rastro lesma science (Foto: Richard Siemens/Universidade de Alberta) 
Rastros de animal são comparados ao tamanho de uma moeda canadense, para dar a dimensão do tamanho das 'pegadas' deixadas por 'lesma' primitiva
 
Os pesquisadores dizem que as faixas fossilizadas indicam que a musculatura desse animal mole lhe permitia mover-se pelo solo raso do oceano. O padrão de movimento da “lesma” indica uma adaptação evolutiva para buscar comida – o material orgânico do sedimento.
A idade precisa dos rastros foi calculada pela datação de uma rocha vulcânica que se “intrometeu” na rocha sedimentar onde os caminhos foram achados. O processo incluiu um retorno ao Uruguai para coletar mais amostras da rocha fossilizada e várias sessões de análise por um método chamado espectrometria de massa, que identifica diferentes átomos presentes em uma mesma substância.
Ao todo, os autores do estudo levaram mais de dois anos para ficarem satisfeitos com a precisão da idade de 585 milhões de anos.
Segundo o paleontógo Murray Gingras, da mesma equipe, é comum que animais de corpo mole desapareçam, mas suas trilhas virem fósseis. O geomicrobiólogo Kurt Konhauser diz que a descoberta abre novas questões sobre a evolução desses animais – como foram capazes de se mover e procurar alimento – e as condições ambientais envolvidas. Além desses pesquisadores, o trabalho contou com a participação de Larry Heaman e Richard Stern.

Fonte: G1
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