O Florescer das Bactérias Azuis - Aventuras no Conhecimento

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Florescer das Bactérias Azuis

Proliferação de cianobactérias nos oceanos pode acelerar aquecimento
 

TrichodesmiumCortesia de Elizabeth C. Sargent University of Southampton e National Oceanography Center (Centro Nacional de Oceanografia), Southampton 
Quando sozinhas as cianobactérias são pequeninos organismos fotossintéticos flutuando no mar. Mas quando unem forças, formando correntes e depois esteiras, aos milhões, elas podem se tornar uma ameaça. Em pouco tempo, as bactérias mudam a cor da superfície do mar e até suavizam trechos afetados por ventos. Um estudo sobre as cianobactérias, também conhecidas como algas azuis, apesar de não serem algas, previu que o aumento na temperatura marítima poderia ajudar as já populosas algas a aumentar seu território em mais de 10%. Agora os pesquisadores querem saber se esteiras de cianobactérias podem, por si mesmas, afetar temperaturas marítimas locais, criando dessa forma um poderoso loop. As cianobactérias são onipresentes. Elas lançam oxigênio o bastante na atmosfera para ditarem a atual mistura de gases que respiramos. Elas também competem por nutrientes como nitrogênio e fósforo.
Quando as cianobactérias florescem é geralmente ao custo de espécies vizinhas como peixes e fitoplâncton. Então, se estão moldando temperatura de seu pedaço cada vez maior de oceano para favorecerem a si mesmas em vez de criaturas de água fria, os pesquisadores querem saber como elas estão fazendo isso e o que esperar em seguida, relata o cientista climático Sebastian Sonntag, da Universidade de Hamburg, na Alemanha.
Sonntag e seus colegas adaptaram um modelo computadorizado que descreve a mistura de camadas da água do mar para levar em conta dois tipos de mudanças produzidas pela cianobactéria Trichodesmium: mais absorção de luz e menos ondas agitadas. O modelo atualizado previu um aquecimento da superfície do mar de até 2oC por conta da absorção de luz. A diminuição das ondas parece afetar as temperaturas locais em cerca de 1ºC. Esse pode ser o primeiro estudo desse tipo sobre o florescimento de algas no oceano.